
Se pagasse tudo o que a Receita Federal cobrava, a companhia poderia ter que desembolsar aproximadamente R$ 45 bilhões; confira o que dizem os analistas
A Petrobras (PETR4) fechou na segunda-feira acordo para pagar cerca de R$ 20 bilhões em um acordo fiscal.
Na prática, o dinheiro sairá dos recursos que poderiam ser usados para pagar dividendos.
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Mesmo assim, isso é positivo para os acionistas da companhia, afirmaram analistas em relatórios nesta terça-feira.
Impacto nos dividendos
A XP calculou que o acordo representa cerca de R$ 5,4 bilhões em proventos menores da Petrobras em 2024. Isso considerando a atual política de dividendos.
Então, isso significa uma queda de 0,35% do dividend yield, que mede a rentabilidade dos dividendos de uma empresa em relação ao preço das ações.
“Acreditamos que o anúncio foi positivo, pois elimina riscos significativos a um custo aceitável, considerando os termos finais”, diz o relatório da XP.
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Na mesma linha, o Santander considerou que o acordo teve condições atrativas, reiterando a recomendação neutra para PETR4.
Já o BTG Pactual observou que, no final das contas, o desembolso da Petrobras deve ser menor, já que a empresa deve se valer de créditos fiscais acumulados.
Assim, dos R$ 11,9 bilhões do acordo que devem ser pagos neste ano, a empresa deve pagar de fato cerca de R$ 9,3 bilhões.
O BTG manteve recomendação de compra para PETR4. O papel subia 2,3% na B3 por volta das 11h15 (horário de Brasília), a R$ 35,62.
Entenda o caso
Há vários anos, a Petrobras tem disputas tributárias sobre a incidência de Imposto de Renda, Cide e PIS/Cofins relativos a contratos de afretamento de plataformas de exploração de petróleo no exterior.
Se pagasse tudo o que a Receita Federal cobrava, a companhia teria que desembolsar aproximadamente R$ 45 bilhões.
Portanto, na visão do analistas, ao fazer acordo com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para pagar quase R$ 20 bilhões, a companhia conseguiu um desconto e se livrou de um risco.